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No dia da votação das eleições de 2026, redes sociais mantiveram a exibição de propagandas políticas e continuaram indicando materiais de candidatos, conforme revelou um estudo recente sobre o comportamento das big techs.
O monitoramento foi conduzido pelo Observatório das Big Techs, vinculado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Os pesquisadores detectaram inserções publicitárias indevidas em plataformas como Meta, Kwai e Google.
Além disso, foram constatadas indicações impróprias de vídeos políticos no TikTok e no YouTube.
Conforme as diretrizes estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o impulsionamento ou a circulação paga de material de campanha é vedado desde 48 horas antes até 24 horas depois do pleito.
A legislação também exige que portais com mecanismos de indicação removam perfis de candidatos dessas ferramentas no período.
Irregularidades na Meta
O levantamento apontou 568 inserções veiculadas sem autorização nas redes da Meta, incluindo Instagram e Facebook.
Também foram encontrados conteúdos falsos que simulavam comunicados oficiais da Justiça Eleitoral.
Problemas no Kwai e Google
No Kwai, o laboratório registrou dezenas de peças ativas ou com prazos estendidos de forma irregular durante a votação.
Já na infraestrutura do Google, uma peça publicitária proibida continuou no ar.
Falta de transparência
O estudo destaca que a opacidade nos dados fornecidos pelas empresas dificulta a fiscalização e a checagem das informações por parte dos pesquisadores e órgãos competentes.
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