A construção da nova base foi iniciada em setembro de 2024, ainda durante a administração do então prefeito Jorge Krüger. À época, o projeto foi apresentado como resposta a uma demanda antiga dos profissionais do serviço, que buscavam melhores condições de trabalho e um espaço adequado para abrigar equipes e ambulâncias.
Conforme os dados divulgados quando a ordem de serviço foi emitida, parte do valor necessário para garantir a conclusão já estava assegurada. Um montante de aproximadamente R$ 200 mil foi destinado por meio de articulação do então deputado estadual Ricardo Alba. A contrapartida restante ficaria sob responsabilidade do orçamento do município.
Ou seja: diferente do que parte da população chegou a questionar nos últimos dias, não se trata de um investimento proveniente do Governo do Estado, mas de recursos viabilizados por emenda parlamentar somados a verbas próprias da prefeitura.
A inauguração da nova sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), realizada hoje dia 10 , reacende o debate político sobre a origem da obra e, principalmente, sobre a procedência dos recursos utilizados para sua execução.
Outro aspecto que ganha destaque é o trabalho técnico realizado na área da saúde. Durante a mesma gestão, a então secretária municipal de Saúde, Joice Stollemeier Kroenke, conduziu o processo de habilitação da unidade junto aos órgãos competentes. Como resultado, o município passou a receber R$ 25 mil mensais destinados especificamente ao custeio do SAMU — recurso contínuo, fundamental para a manutenção do serviço e que segue ativo até hoje.
Nos bastidores, a tentativa de associar a obra a recursos estaduais tem sido rebatida por documentos e registros administrativos. A nova sede, apesar de inaugurada em outra gestão, é fruto de decisões técnicas, políticas e orçamentárias tomadas ainda em 2024, com apoio parlamentar federal e contrapartida do município.
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