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Na última quarta-feira (2), a Presidência da República sancionou uma nova lei que amplia a distribuição de trombolíticos no SUS, visando agilizar o socorro a vítimas de infarto e AVC isquêmico em todo o país. O objetivo da medida é garantir que o tratamento de emergência chegue mais rápido aos pacientes atendidos pelo Samu 192 e pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Esses fármacos atuam diretamente na dissolução de coágulos sanguíneos que obstruem as artérias do coração ou do cérebro. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a agilidade na administração do medicamento é crucial, pois reduz drasticamente o risco de sequelas graves e óbitos. "Tempo é vida", destacou o ministro ao defender a descentralização do tratamento.
Nos casos de infarto agudo do miocárdio, o uso do desobstrutor é indicado principalmente quando procedimentos complexos, como a angioplastia, não podem ser feitos a tempo. Assim, o paciente recebe a dose inicial de suporte enquanto aguarda a transferência para uma unidade hospitalar especializada.
Criação de comitê gestor
Embora os protocolos clínicos do Ministério da Saúde já previssem o uso dessas substâncias, a compra dependia de verbas locais. Para coordenar a nova distribuição nacional, a pasta instituiu um comitê de acompanhamento especializado. Esse grupo irá monitorar as linhas de cuidado para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares tempo-dependentes.
O grupo de trabalho atuará em parceria com sociedades médicas para regulamentar e padronizar as diretrizes de aplicação. Segundo Padilha, a iniciativa busca transformar o cenário de assistência cardiológica no país, garantindo um padrão de atendimento unificado e eficiente em todas as regiões brasileiras.
Dados epidemiológicos e cobertura
O impacto da medida é expressivo: o Brasil registra anualmente entre 300 mil e 400 mil infartos. Em 2025, o sistema público de saúde realizou 292 mil atendimentos por AVC, sendo 218 mil do tipo isquêmico. A expansão do acesso nas UPAs e no Samu 192 promete salvar milhares de vidas.
Atualmente, 102 ambulâncias de Suporte Avançado do Samu 192 estão aptas a aplicar o medicamento. O Ceará lidera com 28 unidades habilitadas, seguido por Minas Gerais (22) e Sergipe (16). Em 2025, foram contabilizadas 861 aplicações móveis da terapia em território nacional.
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