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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Agronegócio

Na ONU, Lula discursa para líderes globais mas mira o eleitor no Brasil

O presidente criticou conflitos internacionais enquanto buscou consolidar sua imagem de defensor da soberania nacional.

Na ONU, Lula discursa para líderes globais mas mira o eleitor no Brasil
Foto: arquivo pessoal
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Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Lula direcionou sua fala tanto para a comunidade internacional quanto para o cenário político interno. O evento serviu para debater crises globais, mas também movimentou estratégias com foco no eleitor brasileiro.

O mandatário abordou temas complexos como conflitos armados, mudanças climáticas e a desigualdade. Ele buscou se posicionar como um porta-voz dos países em desenvolvimento perante os chefes de Estado presentes.

A frase mais marcante do pronunciamento ecoou além de Nova York. Ao afirmar que o país não cabe no quintal de ninguém, o governo buscou reforçar a ideia de independência nas relações exteriores.

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Uma ONU vista como enfraquecida

Lula criticou duramente a incapacidade da organização em conter guerras recentes. Segundo o discurso, a credibilidade do órgão internacional passa por um momento delicado.

O Conselho de Segurança foi apontado como ineficiente devido aos vetos das potências dominantes. Para o governo, as resoluções atuais falham em proteger populações civis afetadas pelos combates.

Guerras e a busca por negociação

Os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio também ganharam espaço na tribuna. A diplomacia foi defendida como o único caminho viável para soluções duradouras.

O presidente cobrou equilíbrio nas posições globais e condenou baixas civis em Gaza, ao mesmo tempo em que criticou ações terroristas. A postura busca manter o país neutro diante dos blocos geopolíticos.

Soberania e meio ambiente

A pauta ambiental foi tratada como questão de soberania nacional. Lula destacou o potencial brasileiro em energias renováveis e transição energética limpa.

A preservação da Amazônia foi defendida sem abrir mão do desenvolvimento econômico. O governo rejeitou pressões externas que tentem impor regras desproporcionais ao país.

Tentativa de liderança global

A ambição de liderar o Sul Global marcou o tom diplomático. No entanto, analistas apontam que a projeção externa depende de estabilidade econômica e jurídica interna.

O discurso na ONU funcionou como palanque estratégico. A polarização política interna encontrou eco em uma narrativa que coloca a soberania no centro da disputa eleitoral.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

O post Na ONU, Lula fala ao mundo, mas mira o eleitor brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.

FONTE/CRÉDITOS: Victor Faverin

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