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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
PLANTÃO / POLICIAL

Gilmar Mendes exige acesso integral aos dados do celular de Vorcaro antes de sessão

Decano do STF pediu ao presidente da Corte providências para garantir paridade entre os ministros na análise do caso envolvendo o Banco Master.

Gilmar Mendes exige acesso integral aos dados do celular de Vorcaro antes de sessão
© Antônio Augusto/STF
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou neste sábado (12) ao presidente da Corte, Edson Fachin, acesso amplo e irrestrito ao conteúdo extraído do celular de Vorcaro. A medida visa garantir paridade informativa entre os magistrados antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15), que analisará desdobramentos da apuração sobre o Banco Master.

Ao reiterar a solicitação apresentada anteriormente pelo ministro Cristiano Zanin, o decano sugeriu acionar a Polícia Federal em caráter de urgência caso o relator do processo, ministro André Mendonça, não disponibilize o acervo digital completo aos gabinetes.

A controvérsia gira em torno do relatório da PF formulado a partir das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, material que permanece sob custódia policial para preservar a cadeia de custódia das provas.

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Paridade entre os ministros

Gilmar Mendes enfatizou que a permanência dos dados exclusivamente sob domínio do relator prejudica o equilíbrio interno do tribunal. Para o ministro, todos os integrantes do colegiado precisam examinar as evidências originais na íntegra para fundamentar suas decisões jurídicas, em vez de dependerem de resumos ou trechos selecionados.

Argumentos da relatoria

Em resposta aos questionamentos, o ministro André Mendonça esclareceu que o dispositivo físico original se encontra sob guarda da Polícia Federal. Ele informou manter apenas uma cópia de segurança lacrada em disco rígido, enviada pela corporação em março de 2026, sem ter efetuado qualquer manuseio do conteúdo.

Mendonça ressaltou que a liberação irrestrita das mídias pode comprometer apurações em andamento e violar o sigilo necessário à persecução penal. Além disso, ponderou que a defesa do ex-investigado teve acesso aos dados por direito legal após o procedimento de extração.

Manifestação de Alexandre de Moraes

Por sua vez, o ministro Alexandre de Moraes criticou publicamente a condução do caso, apontando uma suposta tiragem direcionada do sigilo que beneficiaria determinados grupos políticos. Moraes sustentou que não cabe à relatoria selecionar quais elementos informativos devem ser compartilhados com o Plenário.

Solicitação de unificação dos processos

Além de cobrar o envio integral das mídias, Gilmar sugeriu que a Presidência do STF assuma a condução dos procedimentos conexos. O decano expressou dúvidas sobre a maturidade do processo para julgamento imediato e defendeu a unificação dos autos para evitar entendimentos contraditórios entre as turmas.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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