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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) um prazo de 24 horas para que seu colega André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos da Operação Compliance Zero.
A medida atende a uma solicitação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Para o órgão ministerial, a liberação apenas parcial do material gera uma percepção distorcida.
Isso passaria uma ideia equivocada de que a transparência sobre o caso estaria comprometida.
Anteriormente, Mendonça havia tornado públicos 15 procedimentos derivados da investigação sobre fraudes e corrupção ligadas ao antigo Banco Master.
No entanto, ele optou por manter outras frentes de apuração sob segredo de Justiça, gerando o novo recurso da PGR.
Em sua decisão, Fachin reforçou que todo o conteúdo deve ser integralmente aberto.
A única exceção válida refere-se estritamente a diligências em andamento que possam sofrer prejuízos práticos.
A ordem ocorre em meio a um cenário de forte tensão institucional na Corte.
Houve recentemente a divulgação cruzada de relatórios sensíveis entre os ministros.
O material completo agora será enviado aos demais gabinetes do tribunal.
O objetivo é permitir a análise aprofundada das provas antes da sessão prevista para a próxima terça-feira (15).
Investigações sensíveis
Entre os tópicos que ainda permanecem sob sigilo está a suspeita de repasse de R$ 61 milhões.
O montante teria financiado o filme Dark Horse, focado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal apura se os recursos partiram do empresário Daniel Vorcaro.
Outro ponto sob análise envolve possíveis conexões políticas do senador Jaques Wagner.
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