A cidade de Timbó vive, em menos de dois meses, um cenário de contradições que desafia a lógica do cidadão comum. O debate gira em torno de uma pergunta simples: o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) mudou entre o Natal e o último sábado, ou a sua aplicação depende de quem está em cima do veículo?
O Rigor Natalino
Em dezembro passado, um vereador da base aliada — cujas pautas raramente ganham os holofotes — ocupou a tribuna para pregar o cumprimento estrito da lei. O alvo? A tradicional Carreta de Natal. Com o CTB debaixo do braço, o parlamentar argumentou que a festividade representava riscos à segurança e feriria normas de tráfego. O resultado foi o descontentamento de famílias que viam no evento um símbolo da data. Naquele momento, a segurança viária era o argumento supremo.
A Euforia do Futsal
Entretanto, o cenário mudou drasticamente no último sábado. A celebração do título do Timbó Futsal no Campeonato de Verão 2026 transformou as ruas em um cenário de "vale-tudo" institucionalizado. O que se viu foram torcedores aglomerados em cima de caminhonetes, em flagrante desrespeito ao mesmo Código de Trânsito invocado em dezembro , sem contar a queima excessiva de fogos .
O ponto que mais causa estranheza à comunidade não é a festa em si — o esporte merece celebração — mas sim o respaldo oficial:
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PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR : Como um evento que viola normas de segurança por ter passageiros em compartimentos de carga não teve fiscalização por parte da PM nem do demutran ?
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Autorização: Quem assinou a liberação para que a carreata ocorresse nesses moldes?
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O Silêncio Legislativo: Onde estava o rigor técnico do vereador que, em dezembro, via perigo em luzes de Natal, mas silenciou diante da ocupação irregular de veículos no verão?
A Pergunta que Fica
A população timboense aguarda um esclarecimento das autoridades. Se a lei é universal, por que o Natal é barrado pela "letra fria do código" enquanto a vitória esportiva recebe escolta para ignorar as mesmas regras?
A diferença entre o risco e a celebração parece estar, infelizmente, na conveniência política de quem autoriza.
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