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Diogo Pinho pode perder mandato em Indaial após denúncia de oferta de R$ 5,9 mil e suposta retaliação contra servidor

Vereador do PL, em seu segundo mandato, enfrenta processo de cassação após acusação de oferecer gratificação em troca de desfiliação partidária. Recusa em assinar ato administrativo relacionado ao servidor Roger Knipers também está sob investigação.

Diogo Pinho pode perder mandato em Indaial após denúncia de oferta de R$ 5,9 mil e suposta retaliação contra servidor
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O vereador Diogo de Pinho (PL), que exerce seu segundo mandato consecutivo na Câmara Municipal de Indaial, enfrenta um processo político-administrativo que poderá resultar na cassação de seu mandato.

A investigação envolve uma denúncia de possível quebra de decoro parlamentar e infração político-administrativa relacionada à suposta oferta de uma Função Gratificada de aproximadamente R$ 5.900 mensais ao servidor público concursado e ex-vereador Roger Michel Knipers.

Conforme a representação apresentada ao Legislativo, a possibilidade de concessão da gratificação teria sido condicionada à desfiliação de Knipers do MDB e à aproximação com o grupo político de Diogo Pinho.

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O caso envolve mensagens atribuídas ao parlamentar, documentos administrativos, registros em vídeo e uma ata notarial apresentados para embasar a denúncia.

Recusa em assinar documento de Roger Knipers também é investigada

Outro ponto central do processo diz respeito à alegada recusa de Diogo Pinho em assinar um documento administrativo relacionado a um direito funcional de Roger Michel Knipers.

De acordo com a denúncia, o vereador teria se recusado a assinar o Ato da Mesa Diretora nº 8/2026, referente à concessão de um adicional de 6% por tempo de serviço ao funcionário, correspondente ao triênio de 2023 a 2025.

A representação levanta a suspeita de que a postura do parlamentar poderia estar relacionada à recusa de Knipers em aceitar a proposta política mencionada nas mensagens.

O procedimento também reúne documentação administrativa envolvendo o servidor, e a investigação deverá examinar se houve motivação pessoal ou política na conduta atribuída ao vereador.

É importante destacar que a recusa de assinatura e sua eventual caracterização como retaliação ainda dependem da análise das circunstâncias, das justificativas administrativas e das provas apresentadas.

Denúncia foi recebida por unanimidade

O processo ganhou caráter oficial em 22 de setembro de 2026, quando a Câmara Municipal de Indaial aprovou, por unanimidade, o recebimento da denúncia apresentada pelo eleitor Harold Voigt.

A decisão deu início ao processo de cassação nº 2514/2026, destinado a verificar se os fatos relatados configuram infrações político-administrativas ou quebra de decoro parlamentar.

O recebimento da representação não significa condenação, mas autoriza a apuração formal das acusações.

Diogo Pinho nega irregularidades

O vereador contesta as acusações e afirma ser alvo de perseguição política.

Segundo manifestações divulgadas pela imprensa regional, Diogo Pinho sustenta que a conversa envolvendo a gratificação teria ocorrido em tom de brincadeira informal.

O parlamentar também declarou não ter assinado a concessão de qualquer gratificação ao servidor e relacionou as acusações aos questionamentos que vem realizando sobre os valores pagos pela Câmara Municipal.

A versão apresentada pela defesa deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos durante o processo.

Comissão Processante poderá recomendar cassação

A apuração está sob responsabilidade de uma Comissão Processante formada, conforme a composição divulgada em 19 de outubro, pelos vereadores Henrique Fritz (MDB), presidente; Elton Possamai (NOVO), relator; e Flávio Molinari (PSD), membro.

O grupo deverá examinar as provas, ouvir testemunhas e avaliar os argumentos apresentados pela defesa antes de elaborar um parecer.

Caso o processo avance até o julgamento em plenário, a cassação dependerá da aprovação de pelo menos dois terços dos membros da Câmara Municipal, conforme as regras legais aplicáveis.

Até o momento, não foi identificada decisão definitiva determinando a perda do mandato.

Caso levanta debate sobre uso político de funções públicas

A investigação ultrapassa a discussão sobre uma possível gratificação e coloca em evidência os limites da atuação de agentes públicos.

A utilização de cargos, funções ou benefícios administrativos para obter vantagens exclusivamente político-partidárias, caso comprovada, pode representar violação dos princípios que regem a administração pública.

Da mesma forma, eventual retaliação contra servidor em razão de sua filiação ou posicionamento político merece apuração rigorosa.

Por outro lado, a responsabilidade do parlamentar somente poderá ser estabelecida após o devido processo legal, com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O futuro do segundo mandato de Diogo Pinho dependerá das conclusões da Comissão Processante e de eventual votação definitiva da Câmara Municipal de Indaial.

O caso segue sob acompanhamento e representa um importante teste para os mecanismos de fiscalização, transparência e responsabilidade política do Legislativo indaialense.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO

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