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A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestaram profunda preocupação com a possibilidade de interferência nas eleições brasileiras, apontando riscos de pressões externas e manipulação do ambiente informacional.
O temor central das instituições é que ocorram ações capazes de comprometer a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a livre escolha dos cidadãos nas urnas.
O manifesto conjunto reforça que a definição dos governantes compete unicamente à população do Brasil. As organizações destacam que governos estrangeiros, poderes econômicos ou atores externos não devem tentar condicionar essa decisão.
Essa pressão pode ocorrer por meio de coações políticas, artifícios econômicos ou pelo uso inadequado de tecnologias e plataformas digitais para manipular dados.
Relatórios recentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também indicam riscos potenciais de influência externa no pleito. Diante disso, as entidades científicas cobram uma mobilização nacional em defesa de um processo eleitoral totalmente livre de ingerências.
O Instituto Vladimir Herzog levou o tema às Nações Unidas, solicitando apoio internacional para resguardar a soberania brasileira e garantir o rápido reconhecimento do resultado oficial das urnas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tratou do tema recentemente na Assembleia Geral da ONU, criticando investidas neocoloniais e divisões do mundo em zonas de influência que afetam processos políticos.
A sociedade civil, as universidades e os órgãos da República são conclamados a manter a vigilância para assegurar a integridade democrática e a confiabilidade das informações públicas.
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