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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Banco Central estuda criar o Pix internacional e integrar sistema a outros países

Relatório de Gestão do BC prevê envio de remessas ao exterior em segundos, modalidades de crédito, mecanismos com inteligência artificial e regras de segurança.

Banco Central estuda criar o Pix internacional e integrar sistema a outros países
© Bruno Peres/Agência Brasil
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O Banco Central do Brasil divulgou, nesta segunda-feira (10), planos para viabilizar o Pix internacional através da interligação do sistema nacional com mecanismos globais de pagamentos instantâneos. A iniciativa visa reduzir tarifas operacionais e acelerar transações e remessas para o exterior, disponibilizando valores em moeda local em poucos segundos.

Segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, a autoridade monetária estuda conexões bilaterais e hubs multilaterais. Além do foco externo, a agenda prevê pagamentos por aproximação sem conexão com a internet e a implementação do Pix automático para substituir o débito em conta.

Pix no mercado de crédito

Outro avanço analisado é a integração da ferramenta ao mercado de crédito. A proposta do órgão regulador é permitir que recebimentos futuros sejam utilizados como garantia em empréstimos, o que deve baratear o custo do crédito para empresas que utilizam intensamente a plataforma.

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Combate a mensagens abusivas e fraudes

Para coibir o uso indevido do campo de mensagens em transferências de valores irrisórios para intimidações e ofensas, o BC criou um grupo de trabalho focado em estabelecer medidas regulatórias. A agenda inclui ainda um robusto pacote de segurança com oito frentes de ação.

Entre as novidades está a criação de um indicador de probabilidade de fraude calculado em tempo real com uso de inteligência artificial. O sistema também estabelecerá critérios mínimos padronizados para identificar operações suspeitas e automatizará a troca de informações entre bancos para bloqueios cautelares.

Tensão geopolítica com os Estados Unidos

A expansão da ferramenta brasileira atrai atenção internacional. O governo dos Estados Unidos citou o mecanismo como justificativa para uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando concorrência desleal no mercado financeiro.

Contudo, analistas apontam que a reação de Washington ocorre porque a infraestrutura soberana do Brasil reduz a dependência de redes eletrônicas norte-americanas, limitando a eficácia de eventuais sanções financeiras internacionais contra o país.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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