A pressão sobre Gianni Infantino aumentou nesta terça-feira (4), após importantes executivos da entidade, como Arsène Wenger e Mattias Grafstrom, se distanciarem do presidente devido ao fracasso da proposta de atrair investidores privados para a instituição mundial de futebol.
O desgaste político ocorreu após o cancelamento definitivo da proposta de criação da Fifa Forward Entreprise (FFE). O plano visava captar US$ 4,2 bilhões mediante a comercialização de 20% das ações para o setor privado, mas acabou abortado após forte rejeição interna e externa.
Em nota oficial, o diretor de desenvolvimento Arsène Wenger classificou o recuo como indispensável. O ex-treinador ressaltou sua defesa por uma gestão independente e transparente, revelando ter tomado conhecimento do projeto financeiro apenas por meio da imprensa.
O secretário-geral Mattias Grafstrom também demonstrou insatisfação em comunicado interno dirigido aos funcionários. O dirigente lamentou a sequência de eventos infelizes e destacou que a missão da instituição deve prevalecer sobre momentos instáveis e decisões de indivíduos.
O desgaste provocou a renúncia do assessor principal Carlos Cordeiro, opositor declarado da medida. Simultaneamente, a contestação ganhou força com posicionamentos críticos contundentes da Uefa e da Concacaf.
Uefa estuda medidas judiciais contra a gestão
A Uefa notificou formalmente a intenção de abrir processo judicial e exigiu a preservação de todos os documentos eletrônicos ligados ao projeto cancelado. A confederação europeia afirmou ter perdido a confiança no comando atual e cobra reformulações na governança.
Além dos atritos financeiros, aumentou o descontentamento sobre o formato do Mundial de Clubes. Embora enfrente oposição crescente e a perda de apoio de federações europeias, Infantino permanece sem concorrentes declarados para o pleito presidencial de março de 2027.