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Sexta-feira, 06 de Março 2026

Notícias/Cotidiano

Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por descumprimento de ordens judiciais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na tarde desta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, sob a acusação de descumprimento reiterado de ordens judiciais impostas no curso das investigações que tramitam contra ele na Corte.

Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por descumprimento de ordens judiciais
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na tarde desta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, sob a acusação de descumprimento reiterado de ordens judiciais impostas no curso das investigações que tramitam contra ele na Corte.

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou "comportamento deliberadamente desafiador" de Bolsonaro em relação às medidas cautelares estabelecidas anteriormente, incluindo a proibição de contato com outros investigados, restrições de mobilidade e o uso indevido de redes sociais para disseminação de desinformação sobre instituições democráticas.

De acordo com o despacho de Moraes, Bolsonaro teria violado essas condições ao participar de eventos políticos e conceder entrevistas que contrariavam determinações expressas do STF, além de manter comunicação direta com outros investigados nos inquéritos das milícias digitais e da tentativa de golpe de Estado.

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“Diante da gravidade dos fatos, da reincidência e da clara tentativa de obstrução da Justiça, impõe-se a medida de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, a fim de preservar a ordem pública e garantir a integridade das investigações”, afirmou Moraes na decisão.

Defesa critica decisão e promete recorrer

A equipe jurídica do ex-presidente classificou a medida como "arbitrária e desproporcional", alegando perseguição política e ausência de fundamentos técnicos que justifiquem a prisão domiciliar. Em nota, os advogados anunciaram que irão recorrer ao plenário do Supremo e também à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Repercussão política

A decisão causou forte repercussão no meio político. Aliados de Bolsonaro reagiram com críticas ao Judiciário e prometeram mobilizações em sua defesa. Parlamentares da base governista, por outro lado, defenderam o cumprimento das decisões judiciais e destacaram a importância da independência entre os Poderes.

A prisão domiciliar marca mais um capítulo na crescente tensão entre o ex-presidente e o STF, especialmente no contexto das investigações sobre ataques à democracia e à legitimidade do processo eleitoral de 2022.

O caso segue sob sigilo parcial, mas novas diligências devem ser autorizadas nos próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO
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