A estética vive uma mudança silenciosa, mas profunda. Se durante muitos anos o setor concentrou seus esforços na correção dos sinais do envelhecimento, agora a ciência direciona o mercado para um novo conceito: preservar a saúde dos tecidos, estimular os mecanismos naturais de regeneração do organismo e promover um envelhecimento mais equilibrado. Essa transformação esteve no centro das discussões do CONGREHOF 2026, realizado em Florianópolis, um dos principais encontros latino-americanos dedicados à harmonização facial, corporal e à saúde integrativa.
O movimento acompanha uma tendência global. E no Brasil, a mudança também acompanha o envelhecimento da população. Projeções do IBGE indicam que o número de pessoas com 60 anos ou mais continuará crescendo nas próximas décadas, ampliando a procura por estratégias voltadas à longevidade, prevenção e qualidade de vida. Nesse cenário, saúde e estética deixam de caminhar separadamente e passam a integrar uma mesma abordagem.
Entre os profissionais presentes no congresso esteve a biomédica Dra. Giovanna Vietta, mestre e doutora em Ciências da Saúde pela UFRGS, com dois pós-doutorados pela UDESC e especialização em Estética Avançada pela UNISUL. Ela desenvolve protocolos personalizados voltados ao gerenciamento do envelhecimento, unindo conhecimentos científicos à prática clínica.
Para a especialista, o avanço da medicina regenerativa representa uma evolução natural da própria estética. "Hoje entendemos que o envelhecimento não deve ser tratado apenas pelos seus sinais externos. Quando estimulamos o organismo a funcionar melhor, respeitando fatores como saúde celular, alimentação, sono, atividade física e equilíbrio hormonal, os resultados aparecem de forma mais natural e duradoura."
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