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Sexta-feira, 18 de Setembro 2026
Saúde

Vacina contra o HPV passa a ser indicada para vítimas de violência sexual

Nova diretriz do Ministério da Saúde amplia a proteção para crianças a partir de 2 anos devido ao crescimento de notificações.

Vacina contra o HPV passa a ser indicada para vítimas de violência sexual
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde incluiu a vacina HPV entre as recomendações oficiais para crianças a partir de 2 anos que tenham sofrido violência sexual. A medida foi oficializada por meio de uma nota técnica divulgada recentemente pela pasta federal.

Anteriormente, a imunização preventiva era direcionada exclusivamente a indivíduos nessa situação com idades entre 9 e 45 anos.

Conforme o documento oficial, a decisão de estender o público-alvo reflete a alta vulnerabilidade desse grupo e a alta nos registros de abuso em menores de 9 anos.

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Números

O levantamento aponta um salto expressivo nos casos de violência na primeira infância, especificamente entre 0 e 4 anos. Em uma década, as ocorrências dispararam de 1.671 para 7.845 registros anuais.

Entre crianças de 5 a 14 anos, os registros subiram de 6.594 para 29.135 no mesmo intervalo. Já no grupo de 15 a 19 anos, o total passou de 1.632 para 6.869 ocorrências.

Riscos

O governo destaca que a infecção por HPV representa um desafio global de saúde pública, estando associada a tumores malignos no colo do útero, pênis, canal anal e outras regiões.

O vírus também provoca verrugas anogenitais e lesões respiratórias, gerando impactos clínicos, emocionais e econômicos severos para os pacientes afetados.

“A violência sexual na infância está associada a maior vulnerabilidade para aquisição de infecções sexualmente transmissíveis (IST), incluindo o HPV. Além do risco imediato decorrente da exposição inicial, há evidências de recorrência da violência em parcela dessas vítimas, ampliando o potencial de exposição futura ao vírus.”

“Adicionalmente, estudos demonstram que vítimas de violência sexual apresentam maior risco de desenvolver problemas emocionais, transtornos mentais, dificuldades de aprendizagem, comportamento sexual de risco e outras condições que podem aumentar sua suscetibilidade às IST ao longo da vida”, concluiu a nota.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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