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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
Saúde

São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue em meio a dezenas de mortes

Estado contabiliza 42 óbitos confirmados pela doença, enquanto outras 30 mortes seguem em investigação pelas autoridades sanitárias.

São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue em meio a dezenas de mortes
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Autoridades de saúde confirmaram que o estado de São Paulo atingiu a marca de 58.683 casos de dengue desde o início deste ano. A Secretaria da Saúde informou ainda que foram contabilizados 42 óbitos, um balanço que ainda pode subir devido à investigação de outras 30 mortes suspeitas na região.

Do total de ocorrências registradas, 57.402 foram classificadas como dengue comum. Outros 1.180 diagnósticos receberam a classificação de dengue com sinais de alarme, enquanto 101 casos foram catalogados como quadros de dengue grave.

Especialistas explicam que o quadro com sinais de alarme envolve sintomas como vômito persistente, dor abdominal intensa e sangramento de mucosas. Já a forma grave da doença é caracterizada por choque circulatório, desconforto respiratório ou comprometimento severo de órgãos.

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Até o momento, o sistema de saúde descartou mais de 297 mil suspeitas da infecção. Outras 7.256 notificações continuam em análise, aguardando a conclusão de exames laboratoriais ou a avaliação de critérios clínico-epidemiológicos.

No cenário municipal, Taubaté concentra a maior quantidade de mortes decorrentes da arbovirose. Na cidade, faleceram sete pacientes com idades entre 10 e 79 anos, além de quatro óbitos em pessoas com mais de 80 anos.

Medidas de controle

Questionada sobre as ações de combate à doença, a Secretaria da Saúde afirmou que mantém um monitoramento ininterrupto. A atenção é redobrada entre os meses de outubro e maio, período histórico de maior transmissão.

A pasta destacou a implementação recente do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño. A estratégia busca antecipar ações diante do crescimento esperado nas estatísticas da doença.

Entre as providências adotadas estão o mapeamento de regiões prioritárias, a ampliação de salas de situação e o suporte técnico aos municípios para otimizar a vigilância epidemiológica e a rede de atendimento aos pacientes.

O governo estadual também realiza checagens periódicas nos estoques de insumos e medicamentos, exigindo que as prefeituras mantenham seus planos locais de contingência atualizados.

Conforme a evolução do cenário, a capacidade de atendimento poderá ser ampliada temporariamente. Desde 2024, o Governo de São Paulo repassou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios por meio do IGM SUS Paulista para fortalecer a Atenção Primária. O enfrentamento das arboviroses urbanas está entre os critérios considerados pelo programa, ressaltou a secretaria em nota enviada à Agência Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Letycia Treitero Kawada – Repórter da Agência Brasil

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