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Com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Câmara dos Deputados confirmou que a renovação da câmara atingiu 35,67% dos assentos na última eleição. Dos 513 parlamentares definidos para a 58ª legislatura, 183 assumem o primeiro mandato a partir de fevereiro de 2027.
Enquanto a taxa de novos nomes se mantém estável em comparação ao pleito anterior, 301 deputados conseguiram a reeleição. O grupo de parlamentares que retorna ao cargo inclui ainda 29 ex-deputados de legislaturas passadas.
Pretos, pardos e indígenas
Os candidatos autodeclarados pretos e pardos conquistaram 135 cadeiras na próxima legislatura, o que representa uma retração de 2,9% na bancada negra em relação aos dados de 2022.
No caso dos povos originários, apenas três parlamentares garantiram vagas para a defesa de seus territórios. O número marca uma queda expressiva frente à eleição anterior, quando cinco representantes indígenas foram escolhidos pelos eleitores.
Recorde feminino
Por outro lado, as mulheres alcançaram um marco histórico ao eleger 108 representantes para a Casa. O resultado representa um crescimento de 18,68% na comparação com o último pleito, consolidando a maior bancada feminina já registrada.
Especialistas apontam que a diversidade de perfis traz diferentes visibilidades para pautas prioritárias, mesmo com divergências ideológicas entre as parlamentares eleitas.
Força partidária e recordes
Entre os partidos, o Partido Liberal (PL) garantiu a maior bancada da Casa, alcançando 121 deputados. A Federação Brasil da Esperança ficou na segunda posição, com 88 parlamentares confirmados para o próximo período legislativo.
As urnas também registraram marcas expressivas de votação individual. Deputados como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato figuraram entre os nomes mais votados do país, estabelecendo novos recordes históricos para o Parlamento brasileiro.
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