O debate público, especialmente quando envolve política, exige responsabilidade, equilíbrio e, acima de tudo, argumentos. Infelizmente, nem todos estão preparados para isso. Após um comentário legítimo feito por mim em um vídeo publicado por um vereador de Timbó — que tentou “lacrar” politicamente ao comemorar a prisão do ditador Nicolás Maduro — a reação não foi de debate, mas de ataque pessoal.
Fui chamado de “frustrado”. Uma ofensa vazia, que diz muito mais sobre quem a profere do que sobre quem a recebe.
Frustração, na política, não é discordar, questionar ou opinar. Frustração é ocupar um cargo público com um mandato de pouca expressão, incapaz de produzir relevância política, projetos consistentes ou diálogo qualificado, e recorrer a ofensas pessoais como forma de autopromoção nas redes sociais. Frustração é não sustentar uma discussão no campo das ideias e descer ao nível do ataque raso.
Causa ainda mais estranheza quando esse comportamento parte de alguém que se autodenomina “fiel conservador”, defensor do discurso de “Deus, Pátria e Família”. Valores cristãos, conservadores ou familiares não se demonstram com arrogância, agressividade ou desrespeito ao próximo. Pelo contrário: exigem postura ética, humildade, respeito e responsabilidade com a palavra — sobretudo quando se exerce um mandato público.
O espaço público não é lugar para chiliques digitais, nem para ataques pessoais disfarçados de convicção ideológica. Quem escolhe a vida política precisa estar preparado para críticas, divergências e debates — não para reagir com ofensas quando contrariado.
Este Texto não busca lacração, mas reafirmação de princípios: discordar é legítimo, ofender é despreparo. A política de Timbó — e do Brasil — precisa de mais conteúdo, mais seriedade e menos ego ferido.
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