A construção de políticas públicas eficazes passa, necessariamente, pela escuta da população e pela compreensão das realidades vividas no dia a dia. Em Santa Catarina, essa premissa tem orientado a apresentação de projetos de lei que nascem do contato direto com a sociedade, do diálogo com comunidades, profissionais e entidades, e da identificação de necessidades concretas do estado.
Cada proposta legislativa apresentada com esse método parte da vivência real de quem mora, trabalha e produz em Santa Catarina. São demandas colhidas em conversas, reuniões, visitas técnicas e audiências, que se transformam em iniciativas com potencial de impacto direto na vida das pessoas, indo além de discursos ou pautas distantes da realidade social.
Um exemplo desse processo é o Projeto de Lei do Novembro Verde,criado pelo Deputado Marcos da Rosa que surgiu justamente a partir do diálogo com a população e profissionais da área da saúde. A iniciativa tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a saúde do homem, com ênfase na prevenção, no diagnóstico precoce e no tratamento de doenças que ainda enfrentam barreiras culturais, como o câncer de próstata.
Após tramitação no Legislativo, o projeto foi aprovado e se tornou lei em Santa Catarina, consolidando o Novembro Verde no calendário oficial do estado. A medida fortalece campanhas educativas, estimula ações preventivas e contribui para reduzir a resistência de parte da população masculina em buscar acompanhamento médico regular, um fator decisivo para a redução de índices de mortalidade evitável.
Dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o câncer de próstata é um dos tipos mais comuns entre os homens no Brasil, especialmente a partir dos 50 anos, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à informação, prevenção e cuidado contínuo. Nesse contexto, iniciativas como o Novembro Verde cumprem papel estratégico ao aproximar o tema da sociedade de forma clara e acessível.
O avanço do projeto evidencia que legislar com base na escuta popular gera resultados concretos, transformando reivindicações sociais em ações permanentes do Estado. Mais do que números ou pautas ideológicas, esse modelo de atuação reforça a ideia de que políticas públicas eficazes começam com diálogo, responsabilidade e compromisso com a vida real dos catarinenses.
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