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A educação brasileira continua com marcas inferiores às de nações desenvolvidas, mas o abismo educacional diminuiu nas últimas duas décadas. É o que mostram os dados recentes do Pisa divulgados pela OCDE.
O exame internacional analisa o conhecimento de jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências. Com os dados mantidos estáveis desde 2022, o Brasil segue abaixo da média da entidade.
Foram registradas notas de 408 em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média dos países da OCDE ficou superior em todas as disciplinas avaliadas no ciclo.
A distância, no entanto, já foi bem mais expressiva. Comparando os índices entre 2006 e o período atual, a defasagem em relação aos países desenvolvidos caiu consistentemente.
Impacto da tecnologia e regras
O ciclo atual também introduziu a dimensão de aprendizagem no mundo digital. O Brasil registrou 406 pontos na resolução de problemas por meio de ferramentas computacionais.
Outro destaque foi a alta adesão a regras de restrição de celulares nas salas de aula. O país superou a média internacional no controle desses dispositivos digitais.
Engajamento e meio ambiente
Os estudantes do país demonstraram forte engajamento com temas ambientais. A maioria acredita na capacidade de gerar impactos positivos e na força da ação coletiva.
Além disso, a visão negativa sobre a escola diminuiu entre os alunos, reforçando que a valorização da educação traz reflexos diretos no desempenho acadêmico.
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