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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Vale Europeu

Operação Hora-Máquina apura suspeita de superfaturamento e desvio de materiais na Prefeitura de Gaspar

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Hora-Máquina, que investiga um suposto esquema de superfaturamento e desvio de materiais públicos no âmbito da Prefeitura de Gaspar.

Operação Hora-Máquina apura suspeita de superfaturamento e desvio de materiais na Prefeitura de Gaspar
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Hora-Máquina, que investiga um suposto esquema de superfaturamento e desvio de materiais públicos no âmbito da Prefeitura de Gaspar. As apurações se concentram em contratos de aluguel de máquinas pesadas e no consumo de materiais utilizados em obras de pavimentação, especialmente no último trimestre de 2024.

Segundo a investigação, em setembro de 2024 a prefeitura publicou um edital para a aquisição de macadame e materiais similares, com quantitativos estimados para atender a demanda do município por um período de até um ano. No entanto, entre os meses de outubro e dezembro do mesmo ano, as secretarias de Obras e de Agricultura, além do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE), teriam consumido toda a quantidade anual prevista na ata de registro de preços.

Ainda conforme a Polícia Civil, no mesmo período também foi registrado o esgotamento total das horas contratadas para o uso de motoniveladora (patrola), o que teria deixado o município sem saldo disponível do serviço para os meses seguintes.

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As investigações apontam ainda que uma mesma família teria constituído diversas pessoas jurídicas que, de forma considerada atípica, concorriam entre si em processos licitatórios voltados ao fornecimento de macadame e ao aluguel de máquinas pesadas para o município.

Com o aprofundamento das diligências, a polícia identificou indícios de que parte do material público — como macadame e areia industrial — além de horas de máquinas, teria sido desviada para fins particulares. Entre as irregularidades apuradas está a aplicação desses recursos em terrenos de propriedade de servidores públicos investigados, o que teria contribuído para o esgotamento precoce dos contratos.

Os servidores sob investigação ocupavam, à época dos fatos, os cargos de Secretário de Obras, Secretário de Agricultura e Presidente do SAMAE. Também são alvos da operação servidores responsáveis pela fiscalização dos contratos, além de um ex-vereador que não foi reeleito na última legislatura.

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos prejuízos aos cofres públicos e a responsabilidade individual dos envolvidos.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO

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