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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Cotidiano

Inteligência artificial e vídeos falsos ameaçam a democracia atual

Novo guia do CGI.br aponta que ferramentas sintéticas e redes fechadas superam as tradicionais fake news no debate político.

Inteligência artificial e vídeos falsos ameaçam a democracia atual
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A inteligência artificial e os vídeos falsos superaram as tradicionais correntes de mentiras para se tornarem o principal risco digital aos processos eleitorais e à democracia. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (22) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil por meio do Guia Internet, Democracia e Eleições.

Houve uma mudança drástica desde a primeira edição do material em 2018. Naquela época, o fluxo ocorria majoritariamente em redes abertas como o Facebook. Hoje, o ecossistema migrou para ambientes fechados e restritos, a exemplo do WhatsApp.

Especialistas do CGI.br apontam que a desinformação agora circula simultaneamente em várias plataformas. O formato em vídeo virou o principal vetor de propagação, sempre acompanhado de textos curtos para legitimar narrativas falsas. O Fórum Econômico Mundial já classifica esse fenômeno entre os maiores riscos globais.

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Ferramentas geradoras de conteúdo sintético estreitaram participação em 2022, mas ganham ainda mais força neste ciclo. A estrutura de roteiros complexos e a alta precisão visual aumentam a aparência de veracidade das mídias manipuladas.

A coordenadora do CGI.br, Renata Mielli, reforça que as plataformas digitais concentram o fluxo informativo da sociedade. No entanto, são companhias privadas movidas por interesses econômicos e não pelo bem público.

Compreender o funcionamento desses ambientes digitais é vital para proteger a integridade informacional. O documento completo está disponível no portal do comitê e traz análises profundas sobre sistemas de recomendação e deepfakes.

O perigo do realismo

O estudo destaca que a maior preocupação com as deepfakes é o alto nível de fidedignidade. O aprimoramento tecnológico constante faz com que até eleitores experientes sejam enganados por esses materiais.

Esse cenário alimenta uma desconfiança generalizada sobre qualquer fato verídico. A perda de credibilidade em instituições fundamentais agrava a polarização política vigente.

O público tende a consumir apenas o que valida suas próprias crenças prévias, rejeitando dados contraditórios. Esse comportamento intensifica a bolha ideológica e dificulta o debate público saudável.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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