A imparcialidade política não significa neutralidade diante de erros, crimes ou ataques à democracia. Significa, sim, compromisso com os fatos, com a legalidade e com o interesse público, independentemente de siglas, líderes ou preferências ideológicas. Nesse sentido, a análise crítica precisa alcançar tanto o PT quanto o bolsonarismo/PL, com o mesmo rigor.
Ao longo das últimas décadas, o Partido dos Trabalhadores (PT) acumulou acertos e erros. Entre os acertos, estão políticas sociais que ampliaram o acesso à renda, educação e inclusão. Por outro lado, é fato comprovado que escândalos de corrupção ocorreram em governos petistas, com condenações judiciais, desvios de recursos públicos e prejuízos ao Estado brasileiro. Esses episódios não são opinião: são registros documentados, julgados e amplamente noticiados.
Da mesma forma, o bolsonarismo, hoje representado majoritariamente pelo PL, também apresenta um histórico que exige análise crítica. Houve apoio de sua base a práticas que afrontaram instituições democráticas, além de discursos e ações que culminaram em tentativas de ruptura institucional, amplamente investigadas por órgãos oficiais. Também pesam contra o grupo investigações, denúncias e casos envolvendo uso indevido de recursos, rachadinhas, ataques à imprensa e desinformação, todos fatos públicos e documentados.
Ser imparcial não é dizer que “todos erram igual” nem relativizar crimes. É afirmar que roubo é errado, corrupção é crime e golpe é inaceitável, venha de onde vier — seja do PT, do PL ou de qualquer outra legenda. A democracia exige vigilância permanente, transparência e responsabilidade, valores que não pertencem a partidos, mas à sociedade.
Portanto, a imparcialidade política se sustenta em um princípio simples e inegociável: o certo continua sendo certo, e o errado continua sendo errado, independentemente da cor da bandeira partidária. Defender esse princípio é exercer jornalismo responsável, cidadania ativa e respeito à verdade.
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