Aguarde, carregando...

DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
PLANTÃO / POLICIAL

Gilmar Mendes vê risco eleitoral em afastamento de diretores da PF

Ministro pediu vista em julgamento do STF e argumentou que decisão sobre a cúpula da corporação deveria ser analisada pelo plenário.

Gilmar Mendes vê risco eleitoral em afastamento de diretores da PF
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, interrompeu nesta terça-feira (8) o julgamento sobre o afastamento de diretores da PF ao pedir vista do processo. Em sua manifestação, o magistrado alertou para um possível impacto na neutralidade do Estado e no equilíbrio da disputa político-eleitoral, defendendo que o caso seja analisado pelo plenário da corte.

A decisão cautelar, proferida pelo relator André Mendonça a pedido do Partido Novo, suspendeu preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Apesar do pedido de vista de Mendes, a liminar continua valendo, uma vez que os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já haviam antecipado votos a favor da medida na Segunda Turma.

Questionamentos procedimentais e precedentes

Ao fundamentar sua divergência, Gilmar Mendes relembrou a ADPF 1.017, julgada em 2022. Naquela ocasião, o STF derrubou o afastamento do então governador de Alagoas, Paulo Dantas, por entender que o Poder Judiciário deve evitar interferências no processo eleitoral. O ministro ressaltou que acatar um pedido feito diretamente por uma legenda partidária pode violar o sistema acusatório previsto no Código de Processo Penal.

Leia Também:

Além disso, Mendes questionou a competência da Segunda Turma para julgar a questão. Segundo o ministro, relatórios indicam que o documento de inteligência que motivou as sanções teria sido produzido por provocação de um integrante da Primeira Turma, em referência ao ministro Alexandre de Moraes. Por envolver condutas atribuídas a um membro do próprio tribunal, a análise deveria caber ao Plenário.

Críticas ao rito e reação da AGU

O magistrado também criticou a celeridade com que o caso foi inserido na pauta virtual, menos de uma hora antes do início da sessão. Para Mendes, a falta de tempo hábil impediu o exame minucioso dos autos, situação considerada grave diante do afastamento do chefe da Polícia Federal.

Diante do impasse, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, solicitando a suspensão imediata da liminar que retirou Andrei Rodrigues do comando da corporação.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR