O cenário político em Santa Catarina para as Eleições 2026 indica uma disputa polarizada. Enquanto grande parte do país projeta disputas acirradas e segundo turno garantido, os últimos números registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenham um quadro que pode liquidar a fatura na Casa d’Agronômica logo no primeiro turno.
No entanto, por trás de números consolidados à primeira vista, os bastidores políticos catarinenses revelam um verdadeiro "jogo de xadrez", com rachas na direita, forças regionais em ascensão e uma disputa acirradíssima pelas duas vagas ao Senado Federal.
O Cenário para o Governo Estadual: Vitória em 1º Turno?
O atual governador Jorginho Mello (PL) mantém a liderança isolada nas intenções de voto. Amparado pela forte base conservadora do estado e pela associação contínua à imagem da direita nacional, os levantamentos de institutos como AtlasIntel e Mapa mostram o pré-candidato flertando com a margem de 50% a 54% dos votos válidos.
Se a eleição fosse hoje, Jorginho garantiria a reeleição sem necessidade de segundo turno. Porém, a oposição aposta que o afunilamento das campanhas e o início do horário eleitoral podem alterar a dinâmica do eleitorado catarinense.
Desempenho dos Principais Pré-Candidatos (Estimulada)
| Candidato | Partido | Média nas Pesquisas recentes | Probabilidade Real |
| Jorginho Mello | PL | 49% a 54% | Alta (Favorito à reeleição em 1º turno) |
| João Rodrigues | PSD | 15% a 21% | Média (Buscando erguer um bloco de centro-direita) |
| Gelson Merisio / Décio Lima | PSB / PT | 5% a 19% | Baixa (Disputam espaço no eleitorado de oposição/esquerda) |
| Outros Nomes (Brigadeiro, Zimmer) | Missão / PRD | 1% a 5% | Muito Baixa (Apostam na pulverização de votos) |
A Ameaça de João Rodrigues e o Racha na Centro-Direita
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), desponta como a principal alternativa ao atual governo. Com um discurso firme, focado em entregas de gestão no Oeste Catarinense e uma oratória incisiva, Rodrigues tenta quebrar a hegemonia do PL no estado.
A Polêmica dos Bastidores: A grande dúvida nos corredores em Florianópolis é se a divisão entre o centro-direita (PSD) e a direita alinhada ao PL beneficiará a oposição tradicional ou se acabará por consolidar a vitória de Jorginho de forma definitiva.
O Tabuleiro do Senado: A Verdadeira "Guerra" das Eleições 2026
Se no Governo a disputa apresenta um franco favorito, no Senado Federal o clima é de incerteza total. Em 2026, os catarinenses elegerão duas cadeiras no Congresso Nacional, o que gerou um verdadeiro engarrafamento de nomes de peso.
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A Dobradinha do PL: O Partido Liberal testa forte rejeição vs. fidelidade ao colocar nomes de impacto como a deputada federal Caroline de Toni (PL) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), que transferiu domicilio visando a disputa no estado.
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A Resistência Tradicional: Nomes de longa data na política catarinense, como o atual senador Esperidião Amin (PP) na busca pela reeleição, além de lideranças da oposição como Décio Lima (PT), correm por fora polarizando o 2º voto do eleitor.
Análise de Risco: Quem Pode Surpreender?
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Jorginho Mello: A probabilidade de reeleição é alta, mas dependerá da manutenção do apoio de prefeitos e do controle do desgaste de gestão até o período oficial de campanha.
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João Rodrigues: Para forçar um 2º turno, precisa expandir sua musculatura eleitoral no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis, regiões decisivas do eleitorado.
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Senado: A tendência é de votos cruzados, onde um eleitor vota em um nome do PL e distribui a segunda vaga em candidaturas do PP ou outros partidos de coligação.
Com dados atualizados e articulações aceleradas nos 295 municípios, Santa Catarina promete ser um dos estados mais observados e estratégicos nas eleições deste ano.
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