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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Santa Catarina

Disputa interna no PL em Santa Catarina expõe racha na direita e tensiona eleições de 2026

Falando em evento político em Brasília, Mello chamou De Toni de “senadora” e afirmou que ela terá seu respaldo na corrida ao Senado, sinalizando uma aposta em manter uma chapa “pura” do PL no estado.

Disputa interna no PL em Santa Catarina expõe racha na direita e tensiona eleições de 2026
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A política em Santa Catarina vive um momento de forte turbulência no interior da própria direita. Nesta terça-feira (3), o governador Jorginho Mello (PL) surpreendeu ao declarar apoio público à deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) como candidata ao Senado nas eleições de 2026 — uma posição que vai na contramão dos planos da direção nacional do Partido Liberal (PL), liderada por Valdemar Costa Neto.

Falando em evento político em Brasília, Mello chamou De Toni de “senadora” e afirmou que ela terá seu respaldo na corrida ao Senado, sinalizando uma aposta em manter uma chapa “pura” do PL no estado.

Diretório nacional posiciona-se em sentido contrário

Ao mesmo tempo, Valdemar Costa Neto e a direção nacional do PL trabalham por outro desenho eleitoral: o partido pretende seguir um acordo com o Progressistas (PP) que prevê a indicação do atual senador Espiridião Amin (PP-SC) para reeleição e do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) para a segunda vaga ao Senado pelo estado. Para isso, a liderança nacional chegou a oferecer a De Toni a vaga de candidata a vice-governadora na chapa de Mello ou a promessa de assumir a liderança do PL na Câmara dos Deputados em 2027 — propostas que a parlamentar recusou.

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Reportagens indicam ainda que Valdemar teria dito à deputada que “não há espaço” para sua candidatura ao Senado pelo PL em Santa Catarina, reforçando a intenção de acomodar Amin e Carlos no pleito estadual.

Impactos e repercussões

A divergência entre o comando estadual e o nacional acirra um racha interno na direita catarinense, com potencial de repercussão no desempenho eleitoral do PL no estado — tradicional reduto conservador e uma das bases eleitorais mais sólidas da legenda. Santa Catarina elegeu em 2022 o governador Jorginho com cerca de 71% dos votos, além de formar amplas bancadas conservadoras de deputados federais e estaduais.

A própria deputada De Toni deixou claro que pretende manter sua pré-candidatura, inclusive avaliando mudança de partido caso não receba apoio do PL, após recusar as ofertas da direção nacional.

A crise interna também contou com manifestações externas de apoio a De Toni, como declarações da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, que reforçou o respaldo à parlamentar nas redes sociais.

Consequências para o cenário eleitoral

Analistas políticos observam que a falta de consenso sobre a chapa ao Senado pode enfraquecer a coesão da direita em Santa Catarina e influenciar tanto a disputa estadual quanto a nacional. Uma chapa fragmentada ou liderança partidária deslocada pode diminuir a capacidade do PL de consolidar votos em um dos Estados mais estratégicos para o campo conservador no Brasil.

Enquanto isso, a expectativa é que o impasse seja discutido em reuniões entre Mello, Valdemar e líderes do partido nos próximos dias, com repercussões que podem ir além do Senado e impactar alianças e candidaturas proporcionais no Estado.


FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO

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