O ministro da Fazenda, Dario Durigan, embarcou para Paris, na França, neste fim de semana, com o objetivo de participar de importantes reuniões do G7 e de encontros bilaterais. A agenda do ministro, que se estende até terça-feira (19), prioriza discussões sobre Inteligência Artificial, energia e a posição do Brasil no mercado de minerais estratégicos, buscando fortalecer a presença brasileira em debates econômicos globais.
Sua programação detalhada prevê a participação em sessões ministeriais do G7, além de uma série de encontros com autoridades de diversas nações e representantes do setor privado.
O ministro chegou à capital francesa na segunda-feira (18) para integrar a reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, bloco que congrega Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá, onde o Brasil atua como país convidado. A ocasião também contempla eventos de diálogo com a sociedade civil e o setor privado francês.
Na programação da segunda-feira, destacam-se uma mesa redonda organizada pela revista Le Grand Continent, focada em geopolítica e análises intelectuais, e um almoço na sede do renomado jornal Le Monde, em Paris.
No período da tarde, Durigan visitou a startup francesa de Inteligência Artificial Mistral AI, onde se encontrou com o CEO Arthur Mensch. A noite foi reservada para o jantar ministerial do G7.
Reuniões bilaterais
A terça-feira (19) marcou a continuidade da participação de Durigan na reunião do G7, ao lado dos ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais. Posteriormente, o ministro dedicou-se a uma série de encontros bilaterais estratégicos.
Entre os compromissos bilaterais, destacam-se a reunião com a ministra-delegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.
Está agendado também um encontro com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, em um contexto de crescentes preocupações globais com o abastecimento energético, agravadas pelo conflito no Oriente Médio.
Minerais críticos
Em declarações anteriores ao programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, Durigan ressaltou a intenção de usar a viagem para posicionar o Brasil como um ator estratégico no mercado global de minerais críticos. Esses elementos são vitais tanto para a indústria tecnológica quanto para a transição energética mundial.
O governo brasileiro destaca materiais como terras raras, nióbio e grafeno, em um cenário onde a China detém uma parcela significativa da produção global desses insumos.
Durigan enfatizou o desejo do governo de atrair mais investimentos estrangeiros para o setor mineral brasileiro, mantendo, contudo, o controle nacional sobre os recursos. A estratégia visa incentivar a industrialização e a agregação de valor à produção interna.
O objetivo, segundo o ministro, é transcender a mera exportação de matérias-primas, promovendo o fortalecimento da indústria nacional atrelada às cadeias mineral e energética.
Retorno
Concluídos os compromissos em Paris, Durigan iniciou seu retorno ao Brasil na noite de terça-feira (19), horário local. A expectativa é que o ministro chegue na manhã de quarta-feira (20), retomando imediatamente suas atividades no Ministério da Fazenda em Brasília.
Inicialmente, a viagem à França estava planejada como a segunda fase de uma agenda mais extensa, que incluiria a reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o Banco dos Brics, na Rússia. Contudo, a ida a Moscou foi cancelada devido ao fechamento temporário do aeroporto da capital russa, impactado por ataques de drones ucranianos na região.
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