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Em sua campanha para as eleições presidenciais, a candidata Samara Martins, do partido Unidade Popular, registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o **programa de governo da UP**, que propõe uma reestruturação socialista para o Brasil. O documento detalha medidas de forte impacto econômico e social, visando combater a desigualdade estrutural do país por meio de reformas profundas no atual modelo de mercado.
A divulgação do plano faz parte de uma série de reportagens sobre as propostas dos concorrentes ao Planalto. O projeto político da legenda, que disputa o pleito com uma chapa totalmente feminina, defende a transição para um sistema que priorize as necessidades populares sobre os lucros corporativos.
Samara Martins, cirurgiã-dentista de 38 anos e servidora do SUS no Rio Grande do Norte, lidera a chapa ao lado de Raquel Brício, guarda portuária e sindicalista de 34 anos. Ambas representam a UP, partido fundado em 2016 que se posiciona no campo da esquerda radical.
Mudanças no trabalho e reajuste salarial
A principal bandeira social do partido envolve a valorização imediata do trabalhador. A plataforma sugere **dobrar o salário mínimo**, elevando o piso nacional para R$ 3.242. Além disso, a proposta prevê a extinção da jornada 6x1, substituindo-a pela escala 4x3 sem redução nos vencimentos.
Estatizações e controle do sistema financeiro
Na economia, a UP planeja suspender o pagamento da dívida pública para auditar os valores, direcionando cerca de R$ 2 trilhões para áreas sociais. O plano também estabelece a estatização de bancos e o fim da autonomia do Banco Central, submetendo a política monetária ao controle estatal.
Grandes companhias privatizadas, como Eletrobras, Petrobras e Vale, seriam reestatizadas sob gestão dos trabalhadores. O programa proíbe novas concessões e prevê a encampação de ferrovias, rodovias e serviços de saneamento básico.
Direitos sociais e segurança pública
O plano de governo aborda pautas de direitos humanos, defendendo a demarcação de terras indígenas e quilombolas, além de uma ampla reforma agrária. Na segurança pública, o partido propõe a desmilitarização das polícias e a eleição direta para cargos no Poder Judiciário.
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