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DOMINGO,30 DE AGOSTO DE 2026
Política

Câmara vota MP que zerou imposto de importação para compras de até US$ 50

A proposta, conhecida como 'taxa das blusinhas', será analisada no Plenário Ulysses Guimarães, com urgência para evitar sua caducidade em setembro.

Câmara vota MP que zerou imposto de importação para compras de até US$ 50
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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Nesta quarta-feira (2), os deputados da Câmara dos Deputados estão programados para votar a Medida Provisória (MP 1357/26) que zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares. A sessão deliberativa ocorrerá no Plenário Ulysses Guimarães, e a aprovação é crucial para que a medida não perca sua validade em 8 de setembro.

A medida, popularmente conhecida como "taxa das blusinhas", busca beneficiar consumidores de plataformas estrangeiras. Sua aprovação depende de um passo anterior: a análise e o aval da comissão mista do Congresso, que também tem reunião agendada para hoje.

É imperativo que a MP 1357/26 seja aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado antes de 8 de setembro. Caso contrário, a medida provisória caducará, e a isenção do imposto de importação será extinta.

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Outras pautas na Câmara

Além da MP sobre importações, os deputados também analisarão a MP 1360/26, que visa simplificar as regras para mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete. Esta medida propõe a remoção de exigências como a idade mínima de 21 anos e o período de dois anos de habilitação.

A MP 1360/26 igualmente aguarda votação prévia da comissão mista, que se reúne nesta manhã para avaliar o parecer do relator, deputado Alfredinho (PT-SP). Esta medida provisória tem como prazo final 15 de setembro para ser aprovada e evitar sua caducidade.

Discussão sobre o regime fiscal

No âmbito fiscal, está prevista a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP 74/26), de autoria do deputado licenciado José Guimarães (CE). O projeto estabelece exceções às regras fiscais para certos benefícios tributários e despesas obrigatórias, com foco no ano de 2026.

As exceções propostas pelo PLP 74/26 seriam aplicadas apenas sob condições específicas, como a existência de recursos orçamentários previstos ou a implementação de medidas de compensação fiscal. Para que a proposta seja votada, um requerimento de urgência deve ser aprovado previamente.

O objetivo é assegurar que políticas planejadas para o ano corrente não sejam barradas pelas restrições fiscais de 2026. Isso inclui benefícios para áreas de livre comércio, bens de capital e despesas essenciais como licença-paternidade e salário-paternidade.

Outro item na pauta é o PLP 73/25, originário do Senado, que visa proteger despesas de agências reguladoras federais de limitações de empenho e movimentação financeira. A iniciativa altera a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O propósito é garantir a preservação dos recursos vitais para o funcionamento das atividades de regulação e fiscalização dessas agências. O requerimento para que esta proposta tramite em regime de urgência já foi aprovado na sessão de ontem.

Propostas para o setor público e meio ambiente

Na área trabalhista, o PL 1893/26, de autoria do Poder Executivo, será analisado. Este projeto busca regulamentar a negociação das relações de trabalho, além da representação sindical para servidores e empregados públicos. O relator designado é o deputado André Figueiredo (PDT-CE).

Por fim, na área ambiental e agrícola, o PL 3904/23, proposto pelo deputado Valmir Assunção (PT-BA), visa instituir a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. A iniciativa busca fomentar sistemas agrícolas sustentáveis, a produção orgânica e a transição agroecológica. O relator em Plenário é o deputado Padre João (PT-MG).

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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