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A Caixa Econômica Federal encerra nesta quarta-feira (30) o calendário de pagamentos do Bolsa Família de setembro, liberando os recursos para os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0. Neste mês, a iniciativa de transferência de renda do governo federal amparou 19,29 milhões de famílias em todo o país, com um repasse médio de R$ 678,18 por lar.
Para mitigar os impactos de desastres climáticos, o governo realizou o pagamento unificado no dia 17 de setembro para moradores de 179 municípios em situação de emergência ou calamidade pública. A medida beneficiou cidades do Acre, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe, sem a necessidade de escalonamento pelo NIS.
Os cidadãos podem verificar a lista completa dos municípios contemplados pelo pagamento unificado diretamente no portal oficial, disponível aqui.
Valores e adicionais do benefício
O valor base do programa é de R$ 600, mas o montante final pode aumentar devido a benefícios adicionais. Entre eles está o Benefício Variável Familiar Nutriz, que destina seis parcelas mensais de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses, visando reforçar a nutrição infantil.
Além disso, o Bolsa Família concede um acréscimo de R$ 50 para gestantes e jovens de 7 a 18 anos, e um extra de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos. O governo federal prevê um reajuste nesses valores adicionais a partir de outubro.
Regra de proteção e consultas
O cronograma regular de depósitos ocorre sempre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar o saldo, as datas de liberação e o detalhamento das parcelas por meio do aplicativo Caixa Tem, que gerencia as contas poupança digitais do banco.
Outro mecanismo importante é a regra de proteção, em vigor desde junho de 2023. Ela garante que famílias que aumentem a renda por meio de emprego formal continuem recebendo 50% do benefício por até dois anos, desde que o ganho por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo.
A partir de 2024, os beneficiários do Bolsa Família também deixaram de ter o desconto do Seguro Defeso, benefício voltado a pescadores artesanais no período de piracema. Essa mudança foi consolidada pela Lei 14.601/2023, que reestruturou o programa social e ampliou a proteção aos trabalhadores vulneráveis.
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