Pacientes do SUS que moram na região Sul de Blumenau precisam pegar até quatro ônibus e enfrentar um deslocamento pode chegar a três horas para chegar ao Hospital Misericórdia, na Vila Itoupava. Uma verdadeira saga para conseguir realizar exames e outros procedimentos de saúde.
Diante da situação, o vereador Bruno Win (NOVO) apresentou um requerimento à Prefeitura propondo um estudo para a implantação de uma linha expressa de transporte coletivo para atravessar a cidade, conectando os principais terminais e atendendo o hospital. A proposta foi debatida na sessão desta quinta-feira (20).
A demanda chegou ao gabinete por meio de relatos de moradores da região Sul, especialmente do bairro Progresso. Hoje, um dos trajetos possíveis até o Hospital Misericórdia passa pelo Terminal Garcia, Terminal Fonte, Terminal Aterro e Terminal Itoupava até chegar à unidade hospitalar.
Dependendo dos horários e da frequência das linhas, o percurso pode envolver quatro ônibus e chegar a aproximadamente três horas. Para Bruno Win, o problema ultrapassa a discussão sobre mobilidade urbana e passa a ser também uma questão de acesso à saúde.
“Estamos falando de pessoas que já estão enfrentando algum problema de saúde, precisam realizar um exame pelo SUS e ainda podem passar horas dentro de ônibus para chegar ao hospital. Depois do procedimento, ainda existe todo o caminho de volta. Precisamos buscar uma alternativa que devolva tempo e qualidade de vida para essas pessoas”, afirma o vereador.
Uma linha para atravessar Blumenau mais rápido
A alternativa apresentada por Bruno Win é que a Prefeitura de Blumenau estude uma rota expressa fazendo a seguinte ligação:
Terminal Garcia → Terminal Fonte → Terminal PROEB → Terminal Fortaleza → Terminal Itoupava → Hospital Misericórdia.
A proposta é que o ônibus tenha embarque e desembarque exclusivamente nos terminais, sem realizar as paradas convencionais ao longo do trajeto. A única exceção seria uma parada próxima ao Hospital Misericórdia.
Com menos paradas e sem a necessidade de sucessivas trocas de linhas, a intenção é reduzir significativamente o tempo necessário para atravessar Blumenau.
Embora a ideia tenha surgido a partir das dificuldades relatadas por pacientes do SUS, a linha não seria exclusiva para quem utiliza os serviços de saúde. Trabalhadores, estudantes e qualquer outro usuário do transporte coletivo poderiam utilizar o serviço.
“Blumenau é uma cidade extensa e quem precisa se deslocar de uma ponta a outra sente isso todos os dias. Se conseguirmos criar uma ligação mais eficiente entre os terminais, podemos beneficiar não apenas os pacientes, mas milhares de pessoas que precisam atravessar a cidade para trabalhar, estudar ou acessar serviços”, explica o vereador.
Saúde e Mobilidade precisam conversar
Outro ponto levantado pelo vereador é a necessidade de integração entre as informações das secretarias municipais de Saúde e de Mobilidade Urbana. No requerimento, Bruno Win questiona se a Prefeitura sabe quantas pessoas precisam se deslocar mensalmente da região Sul até o Hospital Misericórdia, qual é o tempo médio dessas viagens e quantas baldeações são necessárias.
Também pergunta se existe compartilhamento de informações entre Saúde e Mobilidade para que o planejamento das linhas de ônibus considere a demanda provocada pela marcação de consultas e exames do SUS. O vereador ainda quer saber se o sistema centralizado de marcação de exames leva em consideração a distância entre a residência do paciente e o local indicado para realização do procedimento.
“Se o Município possui os dados de onde as pessoas moram e para onde elas precisam se deslocar para realizar seus exames, essas informações também podem ajudar a planejar melhor o transporte coletivo. Saúde e mobilidade precisam conversar quando uma decisão de uma área interfere diretamente na rotina do cidadão”, destaca.
Proposta busca eficiência no sistema
Bruno Win também defende que uma eventual implantação da linha seja analisada a partir da estrutura e dos recursos que o transporte coletivo já possui. A proposta é avaliar a operação atual, identificar possíveis linhas ou horários com baixa demanda e estudar alternativas de reorganização que permitam atender a nova rota com maior eficiência.
“Não se trata simplesmente de colocar mais dinheiro no sistema. Primeiro precisamos saber se os recursos que já existem estão sendo utilizados da maneira mais eficiente possível. Se houver possibilidade de reorganizar operações e oferecer um serviço que economize horas da vida das pessoas, essa alternativa precisa ser estudada”, ressalta.
O Requerimento nº 1719/2026 solicita que o Executivo informe se já analisou a implantação da linha expressa e, caso isso ainda não tenha ocorrido, se há possibilidade de realizar um estudo de viabilidade técnica e operacional.
Para Bruno Win, os dados solicitados serão fundamentais para dimensionar o problema e verificar se a proposta pode se transformar em uma alternativa efetiva para reduzir o tempo de deslocamento entre as regiões Sul e Norte de Blumenau.
FONTE/CRÉDITOS: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
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