Aguarde, carregando...

TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Carregando jogos...
Colunas/Cotidiano

Telas e Primeira Infância: o perigo do excesso e o valor do uso consciente

Nas últimas décadas, o avanço tecnológico transformou profundamente a forma como vivemos, nos comunicamos e aprendemos.

Telas e Primeira Infância: o perigo do excesso e o valor do uso consciente
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
Diante dessa realidade, o uso de telas por crianças pequenas tem gerado intensos debates, especialmente entre especialistas que defendem a política do “zero telas até os 6 anos”.
 
Embora bem-intencionada, essa orientação, quando levada ao pé da letra, desconsidera nuances importantes da realidade das famílias contemporâneas e do potencial que a tecnologia, quando bem mediada, pode ter no processo de desenvolvimento infantil.
 
É inegável que o uso excessivo e descontrolado de telas pode trazer prejuízos significativos ao desenvolvimento das crianças — desde atrasos na linguagem, dificuldades de atenção, problemas no sono até impacto nas habilidades socioemocionais.
 
Esses riscos são amplamente documentados e não devem ser negligenciados. No entanto, o problema central não está necessariamente na presença das telas, mas sim no modo como elas são utilizadas.
 
Ao invés de proibir radicalmente, é mais produtivo e realista promover o uso consciente, equilibrado e com intencionalidade pedagógica. Quando mediado por um adulto e inserido em uma rotina saudável, o tempo de tela pode se transformar em uma ferramenta de aprendizado, estímulo cognitivo e até mesmo conexão afetiva.
 
Vídeos educativos de qualidade, histórias interativas, músicas e aplicativos criativos podem ser aliados importantes no desenvolvimento da linguagem, da memória, da coordenação motora e do pensamento crítico, desde que utilizados com parcimônia e supervisão.
 
É fundamental compreender que a tecnologia por si só não é vilã — o que compromete o desenvolvimento é a ausência de vínculos, de diálogo e de experiências concretas que devem ser prioritárias na infância.
 
A criança precisa brincar, correr, explorar, se sujar, ouvir histórias de um adulto presente e se sentir segura para crescer de forma saudável.
 
Nenhum recurso digital deve substituir essas vivências, mas pode sim complementá-las quando houver intencionalidade educativa e afeto envolvido.
 
Defender o uso consciente das telas não significa abrir mão dos cuidados necessários, mas sim assumir uma postura ativa, crítica e responsável diante da realidade em que vivemos.
 
A tecnologia faz parte do mundo atual, e preparar as crianças para lidar com ela de forma saudável é, também, papel de pais, educadores e cuidadores.
 
O equilíbrio está em saber dosar, selecionar o conteúdo com critério, respeitar os tempos da infância e garantir que as experiências reais e humanas nunca sejam deixadas de lado.

 

FONTE/CRÉDITOS: Alfroh Postai

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Vale Europeu Notícias no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
ANUNCIE AQUI LATERAL 03
ANUNCIE AQUI LATERAL 01
ANUNCIE AQUI LATRAL 2

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Vale Europeu Notícias
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR