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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que as eleições enfrentaram desafios após a decisão que prorrogou o horário de votação no segundo turno. A equipe técnica precisou adotar medidas excepcionais para garantir a totalização segura dos votos.
Segundo o magistrado, o pedido de extensão chegou por volta das 15h30. Não havia normas prévias para essa situação, exigindo análises rápidas junto a tribunais regionais e prefeituras para evitar impactos tecnológicos na apuração.
Para contornar o cenário, o tribunal bloqueou temporariamente o recebimento dos boletins de urna. O objetivo foi impedir o acesso antecipado aos resultados e conter o fluxo de dados durante o período de votação estendido.
“Isso gerou uma contenção extraordinária nos boletins de urna. Não sabíamos, ao certo, se teríamos armazenamento, a capacidade de armazenar todos esses dados”, explicou o ministro durante o balanço oficial.
Apesar do receio inicial quanto à capacidade de armazenamento, o presidente do TSE garantiu que o procedimento ocorreu sem falhas. A decisão judicial foi cumprida integralmente e a contagem seguiu normalmente logo em seguida.
A prorrogação decorreu de uma ordem do ministro Cristiano Zanin, do STF, atendendo à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva devido a problemas no transporte público. O pleito também registrou alta participação popular e baixa troca de urnas eletrônicas em todo o país.
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