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A Polícia Federal abriu um inquérito nesta etapa para apurar a distribuição e a utilização de broches equipados com microcâmeras no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A principal hipótese levantada pelas autoridades é que esses equipamentos tecnológicos seriam empregados para filmar de forma ilegal o voto dos eleitores na urna eletrônica.
De acordo com os investigadores, os acessórios simulavam adereços de campanha, trazendo a numeração de um candidato na face dianteira. Na parte de trás, um adesivo estratégico escondia a lente e a bateria do sistema de captação de imagem.
Os materiais ilícitos foram apreendidos com um suspeito que optou pelo silêncio durante a abordagem. Tanto os aparelhos quanto o telefone celular do indivíduo foram recolhidos para passar por exames periciais no laboratório criminal, permitindo o avanço das apurações.
A legislação brasileira proíbe expressamente o acesso à cabine de votação portando celulares, equipamentos fotográficos, filmadoras, óculos inteligentes ou qualquer ferramenta eletrônica que permita registrar o voto. A restrição é respaldada pela Lei das Eleições e por resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
Balanço nacional de crimes
Conforme dados recentes divulgados pela corporação, as autoridades já instauraram múltiplos inquéritos e termos circunstanciados em diversos estados do país para investigar delitos cometidos no período eleitoral.
As ocorrências envolveram dezenas de conduções à delegacia e apreensões expressivas de valores em dinheiro e bens, destacando infrações como propaganda irregular e tentativas de corrupção ou compra de votos.
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