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TERÇA - FEIRA 26/05/2026
Notícias/Política

Especialistas alertam para risco de interferência cibernética nas eleições do Brasil

Medidas recentes do governo de Donald Trump autorizam uso de bigtechs em espionagem, acendendo alerta para manipulação de dados e redes sociais.

Especialistas alertam para risco de interferência cibernética nas eleições do Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Analistas e especialistas em geopolítica alertam que o Brasil enfrenta um risco real de interferência cibernética nas eleições deste ano, promovida pelos Estados Unidos com o auxílio de bigtechs. O alerta ocorre após uma sequência de sanções contra autoridades brasileiras e o anúncio de medidas inéditas da Casa Branca direcionadas à espionagem digital.

Um recente memorando assinado pelo presidente Donald Trump autorizou a cooperação da Casa Branca com corporações de tecnologia para ações de vigilância e inteligência digital. A medida prevê o acesso a sistemas de informação e infraestruturas digitais sem autorização prévia dos proprietários dos sistemas.

Segundo o pesquisador Reynaldo Aragon, do Núcleo de Estudos Estratégicos em Comunicação, Cognição e Computação, a norma permite invasões profundas. Com isso, torna-se possível a criação de relatórios e dossiês direcionados a favorecer ou prejudicar candidaturas específicas durante o pleito.

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O documento norte-americano prevê ainda a realização de operações de efeitos cibernéticos, capazes de manipular, interromper ou degradar redes de telecomunicações e controle industrial. Diante desse cenário, Aragon defende o fortalecimento da infraestrutura digital própria no Brasil para mitigar a dependência de empresas dos EUA.

Ações ocultas e manipulação de informação

Ao contrário das pressões diplomáticas públicas, como a retaliação de vistos e tarifas comerciais, as investidas no ecossistema digital costumam ocorrer de maneira oculta. Especialistas ressaltam que o impulsionamento de conteúdos e a extração de dados representam ameaças estruturais ao processo democrático nacional.

O historiador e especialista em geopolítica Euclides Vasconcelos aponta que as empresas de tecnologia funcionam como extensão das estratégias de Estado dos Estados Unidos. As plataformas conseguem canalizar e influenciar recortes demográficos específicos por meio da circulação de notícias direcionadas.

Vasconcelos recorda que esse alinhamento ficou evidente com a nomeação de executivos de grandes empresas de tecnologia para cargos de comando no Exército norte-americano. A movimentação reflete a nova doutrina de segurança de Washington, que visa garantir a proeminência sobre os países da América Latina.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil

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