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Câmara dos Vereadores

Câmara retoma o projeto da nova sede com foco na revitalização do centro histórico de Blumenau

A Câmara de Vereadores de Blumenau retomou oficialmente as discussões para a construção de sua sede própria.

Câmara retoma o projeto da nova sede com foco na revitalização do centro histórico de Blumenau
Rogério Pires
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A Câmara de Vereadores de Blumenau retomou oficialmente as discussões para a construção de sua sede própria. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) pelo presidente Ailton de Souza - Ito (PL), que determinou a reativação do estudo preliminar elaborado em gestões anteriores e atualizado em 2023.

 

A proposta busca resolver um problema histórico: atualmente, o Legislativo funciona em prédio alugado, com custo mensal superior a R$ 87 mil em aluguel. A intenção é manter a sede da Câmara na região do Centro Histórico, facilitando o acesso da comunidade com estacionamento e um plenário maior.

 

Histórico da proposta

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A ideia de construir a nova sede começou a ganhar forma em 2019, na gestão do então presidente Marcelo Lanzarin (PP), quando foi elaborado o Estudo Preliminar original. O projeto surgiu como resposta a uma demanda antiga da sociedade e à necessidade de garantir uma estrutura própria, moderna e adequada ao funcionamento do Legislativo.

 

A área prevista para receber a nova sede fica localizada na Alameda Duque de Caxias, ao lado do Museu da Família Colonial. O espaço foi posteriormente declarado de utilidade pública e desapropriado em 2021, na gestão do presidente Egídio Beckhauser (Republicanos).

 

O investimento total na aquisição do terreno foi de aproximadamente R$ 8,3 milhões, somando recursos do Fundo de Construção da Sede Própria, criado em 2015, e a permuta de dois imóveis municipais. 

 

Como era o projeto original

 

O Estudo Preliminar de 2019 projetava um edifício de 7.141 m², distribuídos em cinco pavimentos e subsolo, com:

 

  • auditório para 250 pessoas
  • cafeteria
  • espaços administrativos e plenário
  • estacionamento subterrâneo para cerca de 100 veículos — com possibilidade de uso pela comunidade

 

A obra integrava o programa “Centro Vivo”, que previa ainda a requalificação de áreas degradadas do entorno. À época, o custo estimado era de R$ 15 milhões (sede + parque), sendo R$ 12,6 milhões destinados exclusivamente à construção.

 

Uma Comissão Especial criada para avaliar a implantação concluiu que a localização no centro histórico era tecnicamente viável, respeitava o conjunto arquitetônico existente e contribuía para revitalizar a região.

 

Atualização dos estudos

 

Em 2023, na gestão do presidente Almir Vieira (PP), foi realizado o levantamento topográfico e sondagem do terreno, além da atualização completa do Estudo Preliminar. A revisão ampliou o programa de necessidades e aumentou a área construída estimada para 7.739,40 m².

 

Com base no CUB do Sinduscon Blumenau de outubro de 2023, o custo atualizado da edificação foi estimado em R$ 26,6 milhões.

 

Retomada do projeto

 

Agora, em 2025, o presidente da Câmara, Ailton de Souza – Ito (PL), anunciou a retomada das tratativas para dar sequência ao planejamento e avançar na concretização da sede própria. Segundo ele, trata-se de um passo necessário para fortalecer a estrutura institucional da Casa, reduzir despesas recorrentes com aluguel e oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e à comunidade que utiliza os serviços do Legislativo.

 

“Este é um projeto importante, histórico e tecnicamente bem fundamentado. Estamos retomando os estudos para que Blumenau finalmente tenha uma sede legislativa à altura da cidade e da população que representamos”, destacou Ito.

 

Próximos passos

 

A partir da retomada das tratativas, a Mesa Diretora vai encaminhar ao Poder Executivo um pedido formal de alinhamento técnico-orçamentário, já que a construção da sede envolve ajustes na programação financeira e na Lei Orçamentária Anual (LOA). Também será agendada uma reunião institucional entre os vereadores e o prefeito, para detalhar esse encaminhamento e pactuar as etapas seguintes.

Na sequência, a Câmara deverá avançar para a contratação do projeto executivo de arquitetura e engenharia — etapa que permitirá detalhar a solução construtiva, atualizar valores e até adequar a proposta a uma configuração mais econômica, dentro da realidade atual do Município. Só depois dessa fase é que poderá ser definida a forma de implantação, seja execução direta com recursos próprios, financiamento público autorizado por lei, locação “build to suit” (BTS) ou outra alternativa admitida pela legislação.

 

 

Estudo Preliminar Jünge Belli Arquitetura

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria de Imprensa CMB

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