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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Política

Ata do Copom justifica corte da Selic pela perda de ritmo da economia

Documento do Banco Central mostra que desaceleração do crédito e da atividade motivou a redução dos juros básicos para 13,75% ao ano.

Ata do Copom justifica corte da Selic pela perda de ritmo da economia
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Na terça-feira (22), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata que detalha o recente corte da Selic em 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi motivada pela perda de ritmo da atividade econômica no Brasil, pela desaceleração da inflação e pelo impacto dos juros altos no crédito e no consumo.

De acordo com o documento, os indicadores recentes apontam para uma moderação gradual da economia, especialmente nos setores mais sensíveis ao crédito. Embora o mercado de trabalho continue aquecido e a economia demonstre resiliência, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre confirmaram essa tendência de desaceleração.

Para o colegiado do Banco Central, o esfriamento da demanda agregada é um fator indispensável para equilibrar a oferta e a demanda, garantindo que a inflação convirja para as metas estabelecidas.

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Desaceleração da inflação e do crédito

A ata também apontou que a inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses. Tanto o índice geral quanto as medidas subjacentes registraram recuo. Em 12 meses, os indicadores ficaram abaixo do teto da meta, embora ainda superem o centro do objetivo perseguido pela autoridade monetária.

O comportamento do mercado de crédito foi outro ponto destacado. Os dados mais recentes mostram que o setor está alinhado com a perda de tração econômica provocada por uma política monetária restritiva. O Copom avalia que os efeitos dos juros altos estão sendo transmitidos gradualmente para a economia real.

Postura de cautela do Banco Central

Apesar dos sinais positivos, o Banco Central mantém uma postura cautelosa. As projeções de inflação do relatório Focus continuam desancoradas e acima da meta, situando-se em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027. Diante disso, o comitê alertou que o cenário exige juros restritivos por mais tempo.

O cenário externo também preocupa, com o aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio e dúvidas sobre a política monetária das principais economias globais. Por fim, o Copom reforçou que o ajuste de 0,25 ponto percentual é adequado para a convergência inflacionária, mas seguirá monitorando os dados econômicos de perto.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

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