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Santa Catarina já investiu pelo menos R$ 178 milhões no alargamento de praias, segundo levantamento apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC). O litoral catarinense soma nove praias com obras concluídas, incluindo três em Florianópolis, e outros projetos estão em andamento ou em fase de planejamento.
Apesar de ampliar a faixa de areia, as intervenções também levantam questionamentos sobre custos, impactos ambientais e durabilidade. Em alguns locais, o mar voltou a avançar sobre áreas que receberam obras.
Praias de SC já passaram por alargamento
Entre as principais intervenções estão:
- Balneário Camboriú: obra na Praia Central custou R$ 66,8 milhões e foi concluída em 2021.
- Florianópolis: Canasvieiras, Ingleses e Jurerê receberam obras entre 2019 e 2023, com investimentos superiores a R$ 60 milhões.
- Balneário Piçarras: passou por intervenções em 1998, 2008, 2012 e 2026. A obra mais recente custou R$ 24,2 milhões.
- Itapoá: três praias receberam alargamento em uma intervenção concluída em agosto de 2026.
- Navegantes: a Praia do Gravatá teve obra concluída em 2026, com investimento previsto de R$ 27 milhões.
Meia Praia, em Itapema, e Perequê, em Porto Belo, também estão no radar de novos projetos.
Especialistas alertam para impactos ambientais
Pesquisadores apontam que a dragagem pode afetar a biodiversidade e provocar a dispersão de poluentes. Também destacam que as mudanças climáticas e a ocupação desordenada da orla contribuem para o avanço da erosão costeira.
O biólogo Paulo Horta, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), avalia que algumas intervenções podem ter vida útil curta e criar uma falsa sensação de segurança para moradores e comerciantes.
TCE orienta municípios sobre as obras
Em janeiro de 2026, o TCE-SC publicou uma nota técnica para orientar prefeituras na elaboração de projetos e licitações de engordamento de praias. A iniciativa busca evitar prejuízos aos cofres públicos e melhorar o planejamento e a fiscalização das intervenções.
Em Itapema, por exemplo, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) questionou aspectos técnicos e jurídicos do projeto de alargamento da Meia Praia, estimado em R$ 64 milhões.
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