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A Polícia Federal desmentiu a existência de um suposto depoimento de Vorcaro no qual o ex-banqueiro afirmava ter financiado um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A corporação reagiu oficialmente a uma matéria veiculada pela revista Veja nesta sexta-feira, esclarecendo que nenhum documento ou relato com esse teor foi entregue aos investigadores.
Em nota pública, a instituição assegurou que o empresário jamais prestou declarações nesse sentido nem entregou anexos à Polícia Federal. Do mesmo modo, o advogado Daniel Bialski reforçou à Agência Brasil que não há registro dessa transação e ressaltou que seu cliente nunca mencionou repasses para produções vinculadas ao chefe do Executivo.
Diante da publicação, a Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou que solicitará direito de resposta e a devida correção. Segundo o órgão governamental, a veiculação de conteúdos inverídicos atinge gravemente a imagem de autoridades da administração federal.
Suspeita de adulteração em áudio
Em outra frente, o coletivo de juristas Prerrogativas formalizou um pedido para que os peritos da PF analisem a gravação apresentada pela revista às vésperas do pleito eleitoral. O grupo desconfia de manipulação no material, indicando o uso potencial de inteligência artificial ou montagem para interferir no resultado das urnas.
Os juristas destacaram a ausência de dados básicos sobre o contexto da gravação e reiteraram que o uso de arquivos sintetizados ou adulterados configura crime de fraude processual e ilícito eleitoral, passível de responsabilização criminal dos envolvidos.
Caso do filme Dark Horse
A alegação contrasta com o episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, cuja solicitação de recursos ao ex-banqueiro foi devidamente confirmada. Na ocasião, áudios obtidos pelo portal Intercept revelaram o parlamentar pedindo auxílio financeiro a Vorcaro para viabilizar o projeto cinematográfico Dark Horse, voltado à trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro.
Nas gravações admitidas pelo próprio senador, o político argumenta a necessidade urgente de valores para evitar o descumprimento de contratos com profissionais de Hollywood, incluindo o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh. Investigações apontam que a quantia solicitada alcançava R$ 131 milhões, dos quais R$ 60 milhões foram efetivamente repassados.
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