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A gestão financeira da Prefeitura de Indaial está sob questionamento no Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC). Conforme o resumo da decisão, a análise de uma representação apresentada pela empresa MISERVI identificou indícios relevantes de atrasos sistemáticos nos pagamentos e de possível desrespeito à ordem cronológica de credores.
Os dados apontam que, em 2026, R$ 28,5 milhões em despesas liquidadas referentes à prestação de serviços teriam sido preteridos por pagamentos de obrigações posteriores. Desse montante, R$ 18,4 milhões teriam permanecido nessa condição por mais de 30 dias.
Despesas liquidadas são aquelas em que a administração já verificou o direito do credor ao recebimento, após a conferência da prestação do serviço e da documentação correspondente. Os valores mencionados indicam possíveis inversões na sequência de pagamentos, e não representam, por si só, prejuízo comprovado aos cofres públicos.
No caso da MISERVI, a lista municipal de 29 de setembro de 2026 apontava aproximadamente R$ 4,9 milhões a receber, dos quais R$ 4,82 milhões correspondiam a obrigações vencidas.
Risco aos serviços e prazo para esclarecimentos
Diante dos indícios e do risco de interrupção de serviços municipais de limpeza, conservação e alimentação, o Tribunal admitiu a representação para análise e determinou a apuração dos fatos.
Conforme o material apresentado, a Prefeitura recebeu prazo de cinco dias para encaminhar esclarecimentos e documentos. A análise de eventual medida cautelar ficou para momento posterior.
A decisão não estabelece, de forma definitiva, a existência de irregularidades nem atribui responsabilidade aos gestores. O caso permanece sujeito à investigação e à avaliação das justificativas e dos documentos apresentados pelo município.
Vereadores precisam apresentar uma posição pública
O caso exige uma manifestação clara da Câmara de Vereadores de Indaial. Diante dos valores envolvidos e do possível impacto sobre serviços essenciais, cabe aos parlamentares cobrar explicações documentadas e acompanhar os desdobramentos da apuração.
Que providências os vereadores vão adotar para fiscalizar os pagamentos? Solicitarão a relação de credores, as justificativas para eventuais alterações na ordem e o planejamento de quitação das obrigações vencidas? Como acompanharão a continuidade dos serviços?
A cobrança deve alcançar todos os vereadores, independentemente de alinhamento político. A população precisa conhecer os critérios utilizados pela administração para pagar seus fornecedores e as medidas previstas para evitar que pendências financeiras comprometam o atendimento municipal.
À Prefeitura, cabe esclarecer as razões dos atrasos apontados, apresentar as justificativas para eventuais pagamentos fora da sequência e informar como pretende assegurar a continuidade dos serviços.
Fiscalizar não significa antecipar uma condenação. Significa exigir transparência, examinar documentos e dar respostas à comunidade. É essa postura que o caso demanda do Executivo e do Legislativo de Indaial.
EM ANEXO CÓPIA DOCUMENTO DO DIÁRIO OFICIAL DO TCU/TCE
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