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Notícias/Cotidiano

Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro deflagram greve por reivindicações salariais

A paralisação da categoria busca melhorias salariais, alteração da data-base e outras condições de trabalho na capital fluminense.

Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro deflagram greve por reivindicações salariais
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Os motoristas de ônibus do município do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado a partir da madrugada desta segunda-feira (29), após decisão em assembleia realizada no domingo (28). A paralisação ocorre em busca de reivindicações salariais e melhores condições de trabalho, impactando diretamente o transporte de milhões de passageiros que dependem do serviço na cidade, conforme dados do Rio Ônibus.

Diante da iminente paralisação, a Justiça do Trabalho determinou a manutenção de uma frota mínima de 50% dos veículos operacionais em circulação. Esta medida deve ser observada por linha e itinerário durante todo o período da greve dos rodoviários.

O descumprimento da ordem judicial acarretará uma multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada de forma individual a cada uma das entidades sindicais envolvidas, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio (Sintrucad-Rio) e o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus).

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Essa decisão liminar foi proferida pelo Tribunal Regional da 1ª Região (TRT), no âmbito de um dissídio coletivo.

Em contraste com a paralisação dos ônibus convencionais, o sistema BRT deve operar normalmente, seguindo seu plano operacional regular para dias úteis. Adicionalmente, o governo do estado e a prefeitura do Rio decretaram ponto facultativo para esta segunda-feira, em razão do jogo da seleção brasileira contra o Japão.

A prefeitura do Rio de Janeiro declarou que está monitorando a situação de perto e que “adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir dos cariocas”.

As reivindicações da categoria

Entre as principais reivindicações dos rodoviários estão a mudança da data-base da categoria para 1º de março e o aumento salarial, com o piso de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais.

A pauta da greve também inclui o fim dos contratos temporários, um tíquete-alimentação de R$ 1.000,00, a implementação de uma jornada de trabalho de 5x2 e a manutenção do passe livre.

Complementam a lista de exigências a indenização de 30 minutos referentes ao tempo de almoço, além da garantia de planos de saúde e odontológico para a categoria.

Contraproposta dos empresários

Em contrapartida, os empregadores apresentaram uma proposta que prevê a reposição da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,39%.

Essa oferta resultaria na elevação do piso salarial dos motoristas de R$ 3.420 para R$ 3.570, e para aqueles que dirigem ônibus articulados, o valor subiria de R$ 4.104,18 para R$ 4.285,35.

O auxílio-alimentação proposto pelos empresários passaria de R$ 660 para R$ 689. No entanto, os rodoviários recusaram integralmente a contraproposta patronal.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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