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Auditoria no RJ aponta suspeita de desvios de R$ 400 milhões na Cedae Saúde

Relatório detalhando repasses irregulares e apagão de dados contábeis será enviado ao MPRJ para apuração de responsabilidades.

Auditoria no RJ aponta suspeita de desvios de R$ 400 milhões na Cedae Saúde
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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Uma investigação conduzida pelo governo do estado do Rio de Janeiro revelou indícios de graves irregularidades financeiras e fraudes superiores a R$ 400 milhões na Cedae Saúde. A auditoria identificou pagamentos indevidos por serviços e possível favorecimento de empresas ligadas a ex-gestores do plano de assistência médica.

Diante das constatações, o documento final será formalmente entregue ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Cabe ao órgão ministerial prosseguir com os desdobramentos das apurações e avaliar as medidas judiciais cabíveis.

Apagão de dados e empresas offshore

Fundada em 1988, a entidade gerencia a assistência médica de aproximadamente 17 mil beneficiários, incluindo trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e seus dependentes. O processo de verificação teve início após a exoneração de Eric Frederik Gualberto do cargo de presidente.

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Ao assumir a instituição, a nova administração identificou que arquivos com nomes de fornecedores e dados contábeis do período entre dezembro de 2023 e abril de 2026 haviam sido apagados. Contudo, técnicos conseguiram recuperar os registros deletados, expondo repasses suspeitos.

As investigações comprovaram que quatro empresas vinculadas a uma offshore atribuída a Eric nas Ilhas Virgens Britânicas receberam cerca de R$ 95 milhões durante a gestão investigada.

Redução drástica nos repasses mensais

O relatório também destacou distorções no fluxo financeiro mantido pela antiga Diretoria Financeira e de Relações com Investidores. Anteriormente, a transferência mensal média para a operação girava em torno de R$ 20 milhões, orçamento considerado muito superior às reais necessidades operacionais.

Após a reestruturação e a revisão das práticas administrativas, a destinação mensal foi reduzida para R$ 6 milhões. A diminuição de 70% nos custos reforça os indícios de superfaturamento e desvios praticados nos anos anteriores.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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